terça-feira, 18 de abril de 2017

Alunos do sétimo semestre começaram o Estágio hoje



O estágio é a oportunidade do estudante por em prática os ensinamentos acadêmicos, para a melhor capacitação profissional. Portanto, é importante que as atividades desenvolvidas no estágio estejam diretamente relacionadas às áreas do curso de sua formação. Para muitos estudantes, é a porta de entrada para o mundo do trabalho. 
A professora Celidalva Souza Reis, responsável pelo estágio, acompanhará os alunos nas escolas e em espaços não formais. Todos os professores do semestre, estarão envolvidos no acompanhamento dos alunos.  

Publicado em 18/04/2017

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Educação Especial: Depoimento - A família de uma criança autista

Os alunos do quinto semestre do curso de Pedagogia, receberam para um bate papo, a senhora Samilli Simões, que a convite da professora Maryana Gomes Pimentel, veio contar sua experiência como mãe de uma criança autista.Foi um momento muito rico para os pedagogos em formação.

Samilli Simões ao centro de camisa branca 

Entendendo mais sobre o Autismo

POR SABRINA RIBEIRO


Toda família sempre se prepara para a chegada de um filho. Espera-se, a partir do desenvolvimento infantil, que o bebê mostre o que quer e deseja. Aos poucos o bebê e seus pais vão aprendendo a se comunicar, e logo cedo  os pais percebem os vários tipos de choros, as alterações de timbre de voz, presença ou não de lágrimas. Pouco tempo depois começam os sorrisos, os olhares e gestos que ensinam e ajudam a nova  mamãe a entender o seu bebê.
Em famílias com crianças com autismo este processo nem sempre ocorre da forma esperada. Alguns pais relatam que seus bebês eram muito quietinhos, ou muito agitados e que nem sempre conseguiam compreender seu filho. As mães relatam que desde cedo percebem alguns sinais como, por exemplo: não estabelecer sorriso social, não gostar de ficar no colo e, principalmente, uma dificuldade em estabelecer  contato olho no olho.
Observa-se que quando existe um bebê com alguma deficiência, a mãe tende a achar que é a única pessoa capaz de cuidar e entender seu filho com autismo. Com isso, geralmente as mães largam seus empregos para cuidar exclusivamente de seus bebês. Muitas vezes percebemos um movimento onde mãe e bebê não se desgrudam, podendo assim ficar o resto da família de lado. Muitas vezes estas famílias acabam vivendo em um sistema mais rígido e fechado, podendo até mesmo se afastarem de sua família de origem: avós, tios e primos passam a olhar a criança com deficiência como algo que não entendem, e podem se afastar por não saberem se relacionar (Ayub, 2000).
Lorna Wing nos lembra que, em consequência do tratamento diferencial oferecido ao filho com autismo por um dos genitores, pode ocorrer um clima de tensão onde os outros elementos da família se sintam ressentidos e necessitando de maiores atenção e cuidados.
Myrza Nebó & Jambor, em seu livro nos diz: “Contudo sua relação era de indiferença. Inconformada em ver-se dividida pela atenção excessiva a irmã, fingia não notar a presença de Marcela ao seu lado...” (pags. 50-51).
Geralmente os pais percebem que os outros filhos estão sendo deixados de lado e, mesmo que façam de tudo para não deixar isso acontecer, não conseguem dividir o seu tempo com os outros filhos, o que traz mais culpa e ressentimento.
Pais de crianças com autismo ou com outras deficiências crônicas passam por um processo muito doloroso quando se deparam com a realidade. Todos nós idealizamos um filho perfeito e que irá crescer e se tornar um adulto com independência.  Nesta hora os pais precisam reavaliar planos e expectativas, repensar o futuro de seu filho e também o da família. Quando um elemento do grupo familiar passa a apresentar uma doença, as relações familiares são naturalmente afetadas.
O autismo coloca a família frente a uma série de emoções de luto pela perda da criança saudável, apresentando com isto sentimentos de desvalia e de culpa, caracterizando uma situação de crise.
Alguns estudiosos do assunto ressaltam que uma época julgada crítica para os pais é a adolescência e o início da fase adulta. A chegada deste filho à vida adulta também pode ser considerada uma fase difícil, pois começam a aparecer também medos e angústias sobre o futuro do filho, medos estes que vão crescendo na medida em que vão envelhecendo.
“Ter um filho diferente requer mudanças radicais sobre a visão de mundo. Nos vemos obrigados a reavaliar os valores. Ao encontrarmos uma realidade tão amarga, batemos de frente com o medo do desconhecido. Idealizamos um filho perfeito, e nisto não há mal algum...” (Nebó & Jambor, 1999).
Com o diagnóstico, a família vive momentos de angústia e desesperança, muitas ainda passam um longo tempo negando a realidade e indo em busca de curas milagrosas.  Sabe-se que até que se consiga restabelecer o equilíbrio perdido, a família pode passar por um grande período de isolamento.
Após este período de desequilíbrio, as famílias passam por um período de aceitação e de maior tranquilidade, onde ocorre um gerenciamento dos conflitos. O processo terapêutico neste momento pode tornar esta trajetória menos dolorida, trazendo um maior entendimento da situação e também auxiliando na busca de novos caminhos e no desenvolvimento de atitudes construtivas para a família.
Para Assumpçao e Sprovieri (1995), a relação entre família e doença é recíproca.  Dependendo de como a família aceita e interpreta a doença será o jeito que lidará: ou como um castigo, ficando depressiva; ou como um desafio, se motivando a buscar soluções para o problema. Estas escolhas não são feitas conscientemente.
Percebe-se que o trabalho com estas famílias, no sentido de elaborarem seus sentimentos em relação à criança, em muito pode colaborar para o processo de adaptação dessa ao meio, através da socialização vivida na família. Ainda quando temos formas mais severas de autismo, percebemos um subestimar no que se refere às atividades do dia-a-dia. O adulto sempre está à frente para dar alimentação, banho, etc. A comunicação é quase sempre baseada no pré-conceito de que eles não entendem. Os pais passam a pensar assim por terem falta de respostas (compreensíveis) emitidas por pessoas com autismo (Ayub, 2000).
A limitação do filho autista é sempre vivida como uma perda pela família. Estas vivências aparecem a cada nova fase onde surgem situações inéditas e imprevistas. A crise pode aparecer frente a novas necessidades e ameaçar a estabilidade familiar.
A dificuldade de se ter um diagnóstico preciso, causa grande ansiedade familiar e falta de perspectivas, porém, com o tratamento ocorre um investimento por parte da família.

Exposição do Cantinho Pedagógico: Referenciais para formação e os campos de experiências da criança




Os alunos do terceiro semestre do curso de Pedagogia Facemp fizeram nesta última sexta-feira, dia  07 de abril, a exposição do Cantinho Pedagógico. Os cantinhos foram organizados levando em conta os conteúdos do aprendizado infantil em campos de experiências, isto é, as diferentes linguagens e conteúdos de conhecimento que indicam o que o professor deve procurar atingir com seus objetivos ao planejar as atividades.

 O que as crianças fazem?

Quem ainda não viu uma criança pequena engatinhar em busca de uma bola ou de um brinquedo que está mais distante? Ou quando fica olhando um móbile e se alegra ao vê-lo mexer, ainda sem saber que foi sua mão que bateu nele? E aquela que descobre que é capaz de subir numa cadeira? A criança vê, ouve, cheira, pega, toca, experimenta, morde, suga, cospe, amassa, joga, derruba, brinca, desenha, canta, levanta, senta, anda, corre, sobe… E gosta ou não gosta das coisas. E chora. E ri… A criança possui muitas formas de ação e essas são algumas das que passa a fazer quando interage com o ambiente, outras crianças e adultos.

Campos de experiência: Como aprendem? Como entendemos a interação das crianças? … para organizarmos os vários tempos do dia em que permanecem na creche?

Em nosso país, diversos documentos municipais e federais podem orientar essa organização.
Para aquelas instituições ligadas à prefeitura de São Paulo, o documento – Orientações curriculares: expectativas de aprendizagens e orientações didáticas da Secretaria Municipal de Educação – (2007), indica como podem ser promovidas as aprendizagens na educação infantil. Este documento organizou os conteúdos do aprendizado infantil em campos de experiências, isto é, as diferentes linguagens e conteúdos de conhecimento que indicam o que o professor deve procurar atingir com seus objetivos ao planejar as atividades. Esses objetivos se referem às experiências obtidas nas atividades voltadas para:
  • O conhecimento e cuidado de si, do outro, do ambiente.
  • Brincar e imaginar.
  • Exploração da linguagem corporal
  • Exploração da linguagem verbal.
  • Exploração da natureza e da cultura.
  • Apropriação do pensamento matemático
  • A expressividade das linguagens artísticas (artes visuais, música, dança, jogos dramáticos).
Estas experiências procuram se nutrir da iniciativa e curiosidade infantil. Deste modo, – brincar de faz de conta de casinha ou de ir ao supermercado; – colecionar objetos e separá-los em caixas; – contar histórias, ouvir poemas etc. fazem parte dos campos de experiências que possibilitam as experiências de brincar e imaginar, de exploração da natureza e exploração da linguagem verbal, por exemplo. Podemos notar, também, que esses campos não são estanques, mas se articulam de maneiras diferentes e, especialmente, eles devem acontecer dentro do universo da criança, de cada criança: explorados a partir de seus interesses e na medida desses interesses. Tudo isso dentro do universo infantil: o lúdico.
Finalmente, poderíamos imaginar uma situação em que um professor identifique na sua turma interesse em descobrir o que é o “feriado de 7 de setembro” e, para propiciar o desenvolvimento dessa pesquisa, resolvesse contar a História do Brasil para os pequenos. Os conteúdos realmente trabalhados com as crianças seriam, por exemplo, a narrativa da historia, a linguagem verbal, talvez até alguma atividade relacionada ao campo da expressão das linguagens artísticas. Mas a obrigatoriedade de desenvolver ou abordar conteúdos históricos formais não fazem parte do universo das crianças na faixa etária das creches. Vamos pensar um pouco: será que uma criança tem interesse e repertório (e interesse, curiosidade são os elementos que promovem o aprendizado) para compreender e absorver a “Independência do Brasil”, Pedro Alvares Cabral ou D. Pedro I? A não ser que se transforme a narrativa numa historinha adequada, uma peça de teatro infantil ou um filme de cinema, é muito improvável que este conteúdo e outros similares sejam indicados.
Concluímos que campos de experiências são as vivências nas quais as crianças podem expressar-se e interagir com situações que permitem exploração, pesquisa, imaginação, expressão, movimento etc. E experiência é o que é significativo, nos toca, deixa marcas. Experiência a gente tem que viver!

 Fonte: Tempo de Creche
Postado em 12/04/2017

sexta-feira, 31 de março de 2017

Oficina de Fundamentos e Metodologia da Geografia

Segundo semestre de Pedagogia, realizando oficinas com conteúdos de Geografia para a Educação Infantil. Simplesmente espetacular​!A professora Zeliane e os alunos do segundo semestre estão  de parabéns.

quarta-feira, 29 de março de 2017